Dia Internacional da Mulher - As cientistas que mudaram a tecnologia

Dia Internacional da Mulher

Celebrando o Dia Internacional da Mulher, recordamos as maiores celebridades em nossa área. Mulheres que vêm se destacando há seculos e contribuindo de forma singular para os avanços da tecnologia.

Ada Lovelace

A mais importante de todas! Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace. Criou o primeiro algoritmo da história, muito antes da existência de máquinas que pudessem processá-lo.
Seu algoritmo foi provado como correto anos depois de seu falecimento, quando surgiram os equipamentos necessários para essa verificação.
Ada Lovelace é considerada a Mãe da Programação, sendo uma das precursoras das ciências da computação.

Grace Hopper


Grace Murray Hopper foi a primeira mulher a se formar na Universidade de Yale, com um PhD em matemática, além de ter sido a primeira almirante da marinha dos EUA.
Uma das criadoras do COBOL, sua história mais famosa liga-a ao termo “bug” para indicar problemas em software.
Em uma estória (nunca confirmada), ela teria resolvido um bug de processamento de dados ao remover uma mariposa que fazia ninho dentro de um computador, indicando que um “debugging”, ou a remoção de um “inseto” é o melhor caminho para resolver falhas de funcionamento.

Cunhou a famosa frase “é mais fácil pedir perdão do que permissão”.

Grace Hopper além do COBOL, também desenvolveu linguagens de programação para o UNIVAC, o primeiro computador comercial fabricado nos EUA.

Hedy Lamarr

Em 1942 Hedy Lamarr inventou e patenteou o FHSS (Frequency Hopping Spread Spectrum, ou Espectro de Difusão de Frequência Variável), um método de transmissão de sinais de rádio que contribuiu para o sistema de comunicações das forças armadas dos EUA e, posteriormente, para a criação de telefones celulares, redes Wifi e bluetooth.

Hedy Lamarr , a inventora do WiFi!

Carol Shaw

Primeira mulher a trabalhar na indústria dos games, Carol Shaw foi uma das funcionárias originais da Atari.
Já na Activision, participou do desenvolvimento do River Raid, um dos maiores clássicos do mundo game!

Carol Shaw foi a responsável por criar o primeiro sistema de geração procedural de conteúdo, ou seja, em River Raid, uma fase nunca era igual à outra! Oponentes, itens e objetos do cenário apareciam de forma randômica, prática que é utilizada até hoje.
Seu cartão de visitas trazia “engenheira de software para microprocessadores”, o que significava que ela atuava também nos sistemas do próprio console.

ENIAC Girls

Antes de linguagens de programação e sistemas computadorizados para cálculos matemáticos, os primeiros computadores dependiam da influência humana e de aparatos mecânicos para funcionarem.
Quando se falava em trajetórias de mísseis e bombas, então, a coisa se tornava ainda mais complexa.
Aí que entraram as “garotas do ENIAC”, ENIAC girls, um grupo de seis mulheres que foram as primeiras “computors” da história da informática.
Trabalhando em um dos primeiros supercomputadores criados, na Escola de Engenharia Moore, Betty Snyder (não está na foto), Marlyn Wescoff, Fran Bilas, Kay McNulty, Ruth Lichterman e Adele Goldstine eram responsáveis pela configuração do ENIAC, dando a ele as instruções para realizar os cálculos necessários.
Isso significava que elas lidavam, diariamente, com mais de três mil interruptores e botões que ligavam um hardware de 80 toneladas, tudo manualmente.

Karen Sparck Jones

Karen Sparck Jones foi uma das criadoras do conceito de “inverso da frequência em documentos”, a base do que hoje são os sistemas de busca e localização de conteúdo para companhias como o Google.
Karen desenvolveu, no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, um sistema de recuperação de informações que minerava de forma extremamente veloz os dados em um conjunto de documentos.
A busca é feita pelos termos que mais aparecem nos textos e, quando cruzados com um sistema de filtragem, mostram a relevância de diferentes temas.

Katherine Johnson

Katherine Johnson foi a matemática da NASA responsável por calcular o momento em que o módulo lunar Eagle deveria abandonar a lua para que sua trajetória coincidisse com a órbita descrita pelo Columbia e pudesse, assim, acoplar-se a ele para retornar à Terra.
“Havia feito os cálculos e sabia que estavam corretos, mas era como dirigir esta manhã, poderia acontecer qualquer coisa”, comentou anos depois em uma entrevista.
Katherine Johnson participou de numerosos projetos durante os 33 anos em que esteve na NASA.
Essa dedicação e suas contribuições em momentos decisivos a fizeram merecedora, em 2015, da Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA, concedida pelo então presidente Barack Obama.
Até hoje, é a única mulher da NASA a ter recebido a honraria.


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